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01 e 08 e 15 e 22/03/2018    DIDÁTICA: TEORIA DA INSTRUÇÃO E DO ENSINO



         A didática é uma das disciplinas mais importantes na base curricular de um professor. Mas porque ela é fundamental para um docente? É simples porque ela direciona o processo de aprendizagem para torná-lo mais eficaz. Ela orienta e direciona os professores para uma aprendizagem significativa de seus alunos. A didática visa  portanto o desenvolvimento físico e intelectual dos alunos, preparando-os para a vida social.

     A instrução é a formação e desenvolvimento de algum nível de domínio sistematizado.Já o currículo representa os conteúdos do ensinamento para cada nível do aluno. O ensino portanto é os meios, ações e condições para que possa ter a instrução. O ensino não é apenas a transmissão do conhecimento do professor ao aluno, mas é construção desse por ambas as partes, visando sempre uma aprendizagem significativa.
    O processo didático está centralizado entre o ensino e a aprendizagem. E esse processo não ocorre automaticamente, não está limitado aos acontecimentos apenas na escola, mas sim a prática social fora dela que pode favorecer ou dificultar esse processo.
 Durante a evolução da didática a aprendizagem deixou de ser espontânea e se tornou planejada. É possível se perceber isso com os antigos filósofos. Mas a partir do século XVII quando José Comênico escreveu seu livro a Didacta Magna que  visava que todos tinham o direito a educação, que não se assimila conhecimento de forma mecânica, contrariando o clero e os religiosos ele trouxe um saber revolucionário que permanece até os dias de hoje.

    Rousseau procurou realizar esse sonho de um principio de uma escola nova de ensino, destaca a importância da autonomia para as crianças,em seu livro Emilio ou da educação   defendeu também a relevância de se estudar e assimilar conhecimentos de acordo com o que a criança  já conhece e já vivencia. Porém Rousseau nunca colocou em prática seus ideais, nem fez uma teoria de ensino. O que motivou Henrique Pestalozzi  que trabalhava com a educação de crianças pobres a atribuir importância ao método intuitivo, o que chamou de educação intelectual. Também levado pelo prestigio de Comênico, Rousseau e Pestalozzi, Jonhann friedrich Herbart destacava que é necessário ter clareza, associação de ideias antigas e novas, método. Essa técnica é bastante utilizada nos dias de hoje, mas elas não garantem o sucesso da aprendizagem do contrario muitas vezes não desafiam o aluno para algo novo.




     Formou-se na década de 30 o movimento pioneiros da escola nova, a escola não deve ser baseada em uma preparação para a vida mas sim como algo unido a vida. A pedagogia de Comênico, Rousseau, Pestalozzi e Herbart deram estrutura para o pensamento pedagógico europeu que foi demarcado pelo que hoje chamamos de Pedagogia Tradicional e Pedagogia Renovada. A pedagogia Tradicional é caracterizada pela educação onde predomina a assimilação do conhecimento através do conhecimento a partir da tradição. A pedagogia Renovada porém destaca a valorização da criança  e do seu saber, respeitando as capacidades e aptidões únicas de cada criança,levando em conta a liberdade de expressão da criança.

fonte: <http://www.educativa.com.br/atendimento-psicopedagogico/> 


   Na década de 70 houve a discussão de questões educacionais e escolares preocupando-se em desenvolver propostas para a uma escola articulada para os interesses do povo. Entre elas estão a Pedagogia Libertadora e a Pedagogia Crítico- Social. Na pedagogia crítico- social a didática tem muita importância nela os alunos desenvolvem suas capacidades e habilidades intelectuais.E na pedagogia Libertadora a aula é exposta e o tema central é os problemas sociais e políticos, onde o professor e os alunos verificam problemas e realidades sociais e culturais da sua comunidade e visam uma ação coletora para resolver estes problemas.


   No entanto, questões sociais e econômicas interferem no currículo que o aluno terá. 
Tanto o professor quanto o aluno aprende, juntos. A educação é formada pela interação e aprendizado dos envolvidos, tanto professor quanto aluno recebem o resultado do esforço que empenharam juntos. 

* Referência(s): LIBÂNEO, José Carlos. Didática: Teoria da Instrução e do Ensino. In: LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 14ª ed. São Paulo: Cortez, 1999. 

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